Não adianta se estressar! Façamos a diferença!
Imagine eu em Curitiba (na verdade morando na montanha de uma cidade vizinha), cuidando da casa, limpando, lavando, cozinhando, trabalhando em casa e ainda cuidando da cria todos os dias. Eu sei que isso não é para qualquer mulher!
Agora imagine:
Lavar roupas só nas mãos. Eu gosto de cuidar pessoalmente de minhas coisas, e assim eu sei que tenho maior controle dos fios. Aqui eu percebi que tudo estraga, ou mancha, muito mais fácil. E acabei ficando com medo! Eu não trouxe a minha vida do outro país pra cá, e estou tentando me acostumar a viver a vida daqui aqui. E não sei se algum dia terei uma máquina para lavar minhas roupas. Minha avó nunca teve e me garante que é muito mais seguro (economiza e acaba por querer cuidar mais e sujar menos). Quem sabe ter uma centrífuga, porque isso, aqui em Curitiba, faz muita falta.
E passar roupas 'jamé' (isso não, nem sei o que é...rs). Na verdade tenho ferro de passar roupas (já havia comprado...blergh), mas não uso, tenho outras técnicas ecológicas então, tento não usar.
Cozinhar todos os dias. Tentamos garantir que vamos conseguir comidas orgânicas e frescas para todos os dias, pois ainda não montei a horta na chácara. E todos os dias preciso montar uma marmita para o amado levar para o trabalho. Procuramos não só pensar saudável mas também comer saudável e colocar todos os bons pensamentos em prática, não é uma tarefa tão difícil quando se faz com muito carinho e dedicação.
Limpar a casa todos os dias. Lembram que aqui se usa entrar em casa com os sapatos que foram usados na rua? Assim, sujos e (pra nós de chácara) cheios de barro.
Eu tento driblar o que posso com a casa, sou super detalhista e, pra mim, limpar é olhar o chão de perto e não encontrar nem sequer defeito quanto mais sujeira. Mas sou a favor da praticidade e sistema ecológico. Limpo com calma, utilizo os
3 E's da ecologia para a limpeza (ou compro produtos prontos como os da foto aí em cima), e muitas vezes só é preciso manutenção. Não sofro!
Quanto ao meu trabalho, eu não ligo se não tiver dinheiro sobrando, sou conformada, mas decidi que tenho muito trabalho de ajuda a fazer e então vou precisar de muito dinheiro. E cá estou eu novamente envolvida em diversos projetos.
E quanto a cria, bom, eu gostaria de ter 7 filhos, e muitos são os motivos. Mas não sei nem se vou conseguir garantir que o único que tenho sobreviva neste mundo. Gosto de ser mãe em tempo integral. Ando por aí carregando o meu filho e não gosto da ideia de não poder criá-lo. Tenho plena consciência do trabalho paciencioso que só a mãe tem, e tenho fé na capacidade que apresento em formar uma criança, acima de tudo, saudável e fiel aquilo que é justo e bom, e depois, ser uma grande pessoa, de ótimo caráter e sem tantos problemas. Uma pessoa conciente, conformada e feliz!
No meu caso, é melhor ter paciência com a vida e esperar pra ver. Confiança e coisas boas primeiro!
Ter um baixinho de 1 ano e meio em casa é trabalhoso. E garantir que ele tenha um dia saudável e ecologicamente correto, o trabalho dobra. Mas como sou uma mãe-conformada além de ser uma mulher-conformada, eu faço questão de ficar com as consequências de ter me tornado mãe. Não consegui emprestar e nem vender o meu papel, porque eu acredito que só assim minha cria ficará (na fase que precisa) mais parecida comigo e acatará tudo que eu quero que ele acate. Sou uma pessoa de muito coração e muuuito organizada, e quero que ele seja assim também!
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E 'como é que faz' pra ser ecologicamente correta e ainda com tantas "obrigações"?
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Ser uma pessoa ecologicamente correta não significa que eu vá mudar o mundo sozinha. Eu vou mudar é o MEU mundo!
Mas como é AINDA desaprovado pela maioria das pessoas, sozinha se torna um trabalho árduo mesmo.
Embora muitas pessoas ainda confudam, não precisa ser um trabalho desconfortável e radical. Não precisa ser tão difícil cuidar da aparência da casa, pessoal e familiar da maneira considerada certa, que é aquela que não prejudica ninguém.
Cuidar da natureza do planeta é um dever de todos! O problema é que poucos fazem.
Claro que acima de tudo, ser ecologicamente correta, é uma questão de costume, de condição e de atitude de cada um. E dependendo das atitudes claro que há sofrimento.
Como é um trabalho que conta em conjunto para grandes resultados. Ninguém tá pedindo pra você deixar de ter um conforto semanal, quinzenal ou mensal sei lá. Você poderá e deverá se desestressar da maneira que melhor lhe convir, desde que ela passe num simples filtro: Estou prejudicando alguém/alguma coisa? Estou exagerando?
Ninguém precisa exagerar com a água, com a luz ou qualquer outra coisa todos os dias. Já pensou se todos pensassem assim e economizassem? Já estaríamos no caminho certo!
Ninguém precisa se matar sozinho. Faça a medida do seu possível. Dentro do seu sistema de vida!
E por isso é importante o amor (porque sem ele nem o sentido para economizar a pessoa vai enxergar), e a divulgação. É preciso muito conhecimento de informações precisas daquilo que vai se divulgar, para conquistar as pessoas. E muita paciência e paz.
Eu tento cuidar da minha casa, do meu filho, do meu esposo e muito de mim. Tento trabalhar para sobreviver, como qualquer outra pessoa, mas tento fazer tudo isto tentando também ser correta com os meus usos. E é preciso adaptação.
O que retiro e uso da natureza, as químicas que uso até mesmo em mim, para tudo é preciso ler, saber, conhecer e aprender. Atrás de qualquer ato pode estar um erro que só cabe a mim corrigir. Até a transformação da casa e apresentação do que é bom, para a família, pode depender mim. E com calma qualquer um chega lá!
As pessoas por aqui ainda não sabem como me tratar, mas muitas tentam. Algumas se interessam em aprender comigo, e eu aproveito para ensinar (sem assustar) essas.
Vejo pessoas que me amam querendo o meu bem da maneira delas, e tentando não me incomodar eu me expresso, e tudo fica mais fácil.
Mami já me deu pacotes de fraldas descartáveis. Imagine um caminho longo (chácara-cidade) cheio de imprevistos, descendo de um lugar que não é bem ali (pertinho) pra esquecer coisas e depois poder voltar, numa rua que chovendo muito não sobe (por enquanto, rs). Então é claro que eu acho uma maneira de usar esse tipo de fralda. Tem dia (e hora) que não tem outro jeito neste estilo de vida daqui!
Ao me expressar que só tomamos leite de soja e que não comemos carne, acabamos por ganhar sempre algumas latinhas de (alternativa ao) leite, e não nos oferecem carnes nos churrascos familiares. Existem os interessados, até arriscam substituições.
Algumas vezes até levamos nossas "carnes" e tem aqueles que fincam olhares de desejos.
Como não conhecemos tudo por aqui (aliás quase nada, tudo assusta), estamos aprendendo e as pessoas tentam ajudar. Dão coisas, oferecem o que tem ou o que sabem e conhecem ser bom.
E ao entrar em minha casa faço tudo do meu jeito. Eu já me acostumei a pensar no próximo passo com muito cuidado, e faço o possível para dá-lo da melhor maneira.
Quero sempre me orgulhar de minhas atitudes.
Faço o pouco que posso. Faço o meu possível! Faço dentro da lógica!
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Assimile ecologicamente correta com o certo, mas NUNCA assimile com sofrimento. Depende de cada um! E o mundo depende da atitude de todos!